Mesa com alimentos da dieta cetogênica, como salmão, brócolis, mirtilos, ovos e azeite.

Quando o assunto é perda de peso e estratégias para alcançar esse objetivo, o conhecimento popular costuma disseminar informações falsas, como a ideia de que o carboidrato faz mal à saúde1. Em meio a tantas informações contraditórias, protocolos alimentares surgem e mudam com frequência. É o caso da dieta cetogênica.

Nos anos 1960, os carboidratos e as gorduras ganharam fama de vilões da alimentação, embora nenhum grupo de nutrientes seja exclusivamente maléfico1.

As descobertas científicas indicam que concentrar a atenção em um único grupo de nutrientes não favorece quem busca uma vida saudável, deseja emagrecer ou pretende evitar o desenvolvimento de doenças1.

Ou seja, o caminho mais adequado depende de equilíbrio e não de extremos.

Continue a leitura e entenda os benefícios e mitos da restrição de carboidrato, o que comer na dieta cetogênica e os impactos do protocolo na saúde do fígado.

Resumo

  • Dieta cetogênica é um protocolo alimentar que combina alta ingestão de gorduras e proteínas e baixa ingestão de carboidratos1.
  • O protocolo pode favorecer a perda de peso, reduzir marcadores metabólicos alterados e melhorar indicadores cardíacos3.
  • Os carboidratos não prejudicam a saúde, pois são essenciais para o funcionamento cerebral e para a produção de energia5.
  • Os alimentos recomendados neste protocolo são: opções ricas em gorduras de boa qualidade, proteínas variadas e vegetais com baixo teor de carboidratos6.

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Boa leitura!

O que é dieta cetogênica?

É uma proposta alimentar que combina alta ingestão de gorduras e proteínas e baixa ingestão de carboidratos. Essa distribuição orienta o corpo a usar gordura como principal fonte energética, o que favorece a perda de peso, melhora a clareza mental e aumenta a energia diária1.

Geralmente, a proporção média de macronutrientes é de 60% de gordura, 35% de proteína e 10% de carboidratos, o que ilustra uma restrição de carboidrato bastante rígida1.

Por exemplo, uma pessoa que segue um plano alimentar de 2000 kcal diárias consome, em média, 20 a 50 g de carboidratos, quantidade que mantém o organismo em cetose e reforça a lógica metabólica dessa abordagem nutricional1.

O principal objetivo é reduzir a gordura corporal total e melhorar a saúde metabólica, o que favorece marcadores como glicemia, sensibilidade à insulina e perfil lipídico1.

Os efeitos em curto prazo são bem documentados e comprovados. No entanto, as implicações em longo prazo são incertas devido à escassez de pesquisas, o que dificulta conclusões confiáveis sobre sua segurança prolongada1.

Quais são os benefícios da restrição de carboidrato?

Como um plano alimentar baixo em carboidratos, a abordagem cetogênica pode proporcionar os seguintes benefícios3:

  • redução do apetite;
  • perda de peso em curto prazo;
  • diminuição dos triglicerídeos;
  • melhora dos níveis de HDL, conhecido como colesterol bom;
  • queda dos níveis de açúcar e insulina no sangue;
  • controle de sinais relacionados à síndrome metabólica.

O tema desperta debates, especialmente quando se discute a quantidade ideal de carboidratos para preservar o equilíbrio metabólico e a segurança nutricional4.

Os resultados positivos de pesquisas destacam que planos alimentares com baixo teor desse nutriente e maior presença de proteínas podem favorecer a perda de peso de forma eficaz4.

Uma parte significativa das pessoas com resistência à insulina, síndrome metabólica ou pré-diabetes analisadas em estudos apresenta melhora clínica ao adotar ingestão moderada de carboidratos4.

As pesquisas se baseiam em protocolos que utilizam 26% a 44% das calorias provenientes de carboidratos, sempre com ênfase em fontes de alta qualidade e boa densidade nutricional4.

Vale destacar que, embora os resultados sejam animadores, é fundamental seguir a dieta cetogênica e outras abordagens low carb com acompanhamento nutricional e médico, evitando adaptações por conta própria.

Leia também: Mal-estar e tontura depois de comer: o que pode ser?

Carboidrato faz mal à saúde?

Os carboidratos não prejudicam a saúde. Pelo contrário, são essenciais para o funcionamento cerebral e para a produção de energia. O fator determinante é a qualidade e a quantidade consumida. Alimentos in natura oferecem vantagens nutricionais claras quando comparados aos produtos industrializados, ricos em farinhas refinadas5.

Os carboidratos complexos, especialmente aqueles com alto teor de fibras, como grãos integrais e vegetais, são fontes adequadas de energia e devem compor a alimentação diária em porções equilibradas5.

Já os carboidratos simples e refinados presentes em bebidas prontas, pães e massas provocam picos de açúcar no sangue e favorecem potenciais prejuízos metabólicos. Além disso, muitos industrializados têm excesso de gordura saturada5.

Dessa forma, priorizar opções ricas em nutrientes, ajustar quantidades e combiná-las com proteínas e gorduras contribui para manter energia estável e preservar a saúde5.

O que comer na dieta cetogênica?

As escolhas alimentares desse protocolo priorizam opções ricas em gorduras de boa qualidade, proteínas variadas e vegetais com baixo teor de carboidratos. A seleção adequada favorece o equilíbrio nutricional e garante refeições mais consistentes, além de evitar excessos de produtos industrializados ou fontes pobres em micronutrientes6.

As refeições podem incluir6:

  • abacate;
  • carnes, como carne vermelha, presunto, linguiça, bacon, frango e peru;
  • condimentos, como sal, pimenta, ervas e especiarias;
  • manteiga e creme de leite;
  • nozes e sementes, como amêndoas, nozes, linhaça, sementes de abóbora e chia;
  • óleos saudáveis, como azeite de oliva extra-virgem e óleo de abacate;
  • ovos;
  • peixes gordurosos, como salmão, truta, atum e cavalinha;
  • queijos gordos, como cheddar, queijo de cabra, gorgonzola e muçarela;
  • vegetais verdes;
  • tomates com moderação;
  • cebola e pimentão verde apenas como tempero.

O ideal é priorizar alimentos integrais e com um único ingrediente, o que garante maior qualidade nutricional e controle preciso da restrição de carboidrato6.

Leia também: Gorduras boas: quais são? Funções e benefícios para a saúde

FAQ

Quais frutas são permitidas na dieta cetogênica?

As frutas contêm açúcares naturais que contribuem para a ingestão diária de carboidratos, mas também oferecem outros nutrientes, como vitaminas, minerais e fibras essenciais. As opções compatíveis com esse modelo alimentar incluem7:

  • abacate;
  • amoras;
  • azeitona;
  • carambola;
  • framboesa;
  • morango;
  • pitanga;
  • coco;
  • tomate.

O que é proibido na cetogênica?

Os alimentos e bebidas que precisam ser reduzidos ou eliminados são os que apresentam alto teor de carboidrato, como6:

  • condimentos e molhos ricos em açúcares, como barbecue, mostarda com mel, molho teriyaki e ketchup;
  • feijões e leguminosas, como ervilhas, feijão-carioca, lentilhas e grão-de-bico;
  • gorduras não saudáveis, como óleos vegetais processados e maionese;
  • grãos e amidos, como arroz, massas e cereais;
  • produtos adoçados artificialmente, como refrigerantes, sucos de frutas, bolos, sorvetes e doces;
  • raízes e tubérculos, como batata, batata-doce e cenoura.

Quanto tempo demora para o corpo entrar em cetose?

O organismo precisa geralmente de três a quatro dias para atingir o estado metabólico em que passa a quebrar proteínas e gorduras para produzir energia. Além de exames específicos, sintomas, como boca seca, hálito metálico, sede aumentada e redução do apetite, caracterizam a entrada na cetose2.

A dieta cetogênica pode sobrecarregar o fígado?

Sim. Esse protocolo pode elevar enzimas hepáticas, aumentar o depósito de gordura e causar inflamação, sobretudo em pessoas com predisposição a problemas no fígado ou em uso prolongado do método. Como a ingestão de gorduras é alta, o órgão trabalha mais para metabolizar o nutriente, o que favorece a sobrecarga8.

Por esse motivo, o monitoramento regular da função hepática é essencial durante a adoção dessa estratégia alimentar8.

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Epocler: citrato de colina, betaína monoidratada e racemetionina. Indicações: tratamento de distúrbios metabólicos hepáticos. MS 1.7817.0079. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. Dezembro/2025.

Sobre o autor

Epocler

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Conheça o autor

1. Carboidrato no banco do réu: Hoje ele é rechaçado das dietas para emagrecimento e visto como vilão, mas merece mesmo o título? [Internet]. Uol.com.br. 2019. Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/reportagens-especiais/carboidratos-culpados-ou-inocentes/. Acesso em dezembro/2025.


2. Masood W, Uppaluri KR, Annamaraju P, Khan Suheb MZ. Ketogenic diet [Internet]. National Library of Medicine. Stats Pearls Publishing; 2023. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK499830/. Acesso em dezembro/2025.


3. Gunnars K. 10 Health Benefits of Low-Carb and Ketogenic Diets [Internet]. Healthline. 2018. Disponível em: https://www.healthline.com/nutrition/10-benefits-of-low-carb-ketogenic-diets. Acesso em dezembro/2025.


4. Liebman M. When and why carbohydrate restriction can be a viable option. Nutrition. 2014 Jul;30(7-8):748–54. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0899900713005492. Acesso em dezembro/2025.


5. Carbohydrates: How carbs fit into a healthy diet [Internet]. Mayo Clinic. 2025. Disponível em: https://www.mayoclinic.org/healthy-lifestyle/nutrition-and-healthy-eating/in-depth/carbohydrates/art-20045705. Acesso em dezembro/2025.


6. Mawer R. The ketogenic diet: A detailed beginner’s guide to keto [Internet]. Healthline. 2023. Disponível em: https://www.healthline.com/nutrition/ketogenic-diet-101. Acesso em dezembro/2025.


7. Keto Fruits: What Fruits to Eat and Avoid on the Keto Diet [Internet]. Verywell Health. Disponível em: https://www.verywellhealth.com/keto-fruits-7496128. Acesso em dezembro/2025.


8. Anekwe C, Chandrasekaran P, Stanford FC. Ketogenic diet-induced elevated cholesterol, elevated liver enzymes and potential non-alcoholic fatty liver disease. Cureus. 2020 Jan 8;12(1). Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7008768/. Acesso em dezembro/2025.


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